quinta-feira, 17 de outubro de 2013

LER E ESCREVER NA ERA DIGITAL - 6º LETRAS UNISUZ

Após a leitura e discussão sobre a matéria publicada pela revista Veja, "LER E ESCREVER NA ERA DIGITAL", releia algumas passagens significativas e as relacione a outra matéria, preocupante na mesma medida: "A MÃO ATIVA O CÉREBRO". Registre seu ponto de vista sobre as mudanças históricas pelas quais passamos neste momento.


LER E ESCREVER NA ERA DIGITAL 

"A revolução da internet e dos tablets mudou a maneira como usamos a linguagem e está afetando nosso modo de pensar.
A transição para a era digital é a mais radical transformação da nossa história intelectual desde a invenção do alfabeto grego. Sim, o momento é histórico: há mudanças profundas na leitura, na escrita - e talvez até dentro do cérebro humano.
Mas a era digital tem um futuro carregado de promessas. Se será estéril (como temia Sócrates com a escrita) ou se será fértil (como a história se revelou), DEPENDE SÓ DE NÓS."





A mão ativa o cérebro

A palavra escrita no papel está ameaçada de extinção pelo computador - e isso pode não ser bom para o ensino

Texto
 de Luís Guilherme Barrucho
               
                O momento em que o homem começou a expressar-se por meio da escrita, gravando caracteres em tabletas de argila há cerca de 5 000 anos, marca ofim da pré-história e a pedra fundamental das civilizações tal como as conhecemos hoje. Mas a maneira como desde então a humanidade vem perpetuando sua memória e transmitindo conhecimento de uma geração para outra pode virar peça de museu. Na semana passada, uma decisão tomada nos Estados Unidos veio reforçar essa ideia que tanto atormenta os (cada vez mais raros) entusiastas do lápis e do papel. Em ato inédito, o governo do estado de Indiana desobrigou as escolas de ensinar a escrita cursiva (aquela em que as letras são emendadas umas nas outras) e recomendou que elas passassem a dedicar-se mais à digitação em teclados de computador - decisão que deve ser acompanhada por outros quarenta estados seguidores do mesmo currículo. Oficializa-se com isso algo que, na prática, já se percebe de forma acentuada, inclusive no Brasil. Diz a VEJA o especialista americano Mark Warschauer, professor da Universidade da Califórnia: "Ter destreza no computador tornou-se um bem infinitamente mais valioso do que produzir uma boa letra". 


                Ninguém de bom-senso discorda disso. Um conjunto recente de pesquisas na área da neurociência, no entanto, sugere uma reflexão acerca dos efeitos devastadores do computador sobre a tradição da escrita em papel. Por meio da observação do cérebro de crianças e adultos, verificou-se de forma bastante clara que a escrita de próprio punho provoca uma atividade significativamente mais intensa que a da digitação na região dedicada ao processamento das informações armazenadas na memória (o córtex pré-frontal), o que tem conexão direta com a elaboração e a expressão de ideias. Está provado também que o ato de escrever desencadeia ligações entre os neurônios naquela parte do cérebro que faz o reconhecimento visual das palavras, contribuindo assim para a fluidez na leitura. Com a digitação, essa área fica inativa. "Pelas habilidades que requer, o exercício da escrita manual é mais sofisticado, por isso põe o cérebro para trabalhar com mais vigor", explica a neurocientista Elvira Souza Lima, especialista em desenvolvimento humano. Isso só vem reforçar a complexidade do problema sobre o qual as escolas estão hoje debruçadas. 


                Na Antiguidade, os egípcios tinham nas letras um objeto sagrado, inventado pelos deuses. Sinônimo de status, a caligrafia irretocável foi por séculos na China um pré-requisito para ingressar na prestigiada carreira pública. No Brasil, a caligrafia constava entre as habilidades avaliadas nos exames de admissão do antigo ginásio até a década de 70, e era ensinada com esmero na sala de aula. O hábito da escrita vem caindo em desuso à medida que o computador - cujo primeiro chip foi traçado pelo americano Gordon Moore de posse de um velho lápis - se dissemina. Até aqui, foi a palavra eternizada em papel (ou pedra, pergaminho, papiro) que se encarregou de registrar a história da humanidade, não raro em garranchos deixados por seus protagonistas (veja ao lado). O computador traz uma nova dimensão à aquisição de conhecimento e à interação entre as gerações que chegam aos bancos escolares. Para elas, escrever a mão corre o risco de se tornar apenas mais um registro do passado guardado em arquivo digital.

9 comentários:

  1. Angela Vaz RGM:5216 disse...
    De acordo com os textos, ambos tratam praticamente do mesmo assunto, ou seja, as modernidades que nos cercam, estão por toda parte, porém tanta tecnologia tem seu preço basta usá-la com propósito de trazer benefícios e não malefícios. É de se convir que tanta tecnologia, acaba que deixando de lado uma leitura de um livro ou outro instrumento de leitura, porém cabe ao cidadão a noção que a tecnologia torna-se fácil a agilidade, mas não pode-se esquecer e viver em função dela existem outros meios e fontes de pesquisa.

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  2. Tatiane Gama - 6° Letras
    Não podemos negar que a tecnologia tem nos ajudado e facilitado a nossa vida, tanto acadêmica como pessoal. Infelizmente algumas pessoas não sabem lidar com este avanço e acaba usando de forma errada...
    A tecnologia está a disposição de quem queira usar, não esquecendo que a prazeres que não se podem comprar, como a escrita e a leitura no papel, muitos trocaram isso, mas eu sou adepta do tradicional, neste caso.. rssss

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  3. Eliana P.Mourão _ Letras 5491
    Ao notarmos esta transição que a tecnologia gera em nosso meio, devemos ficar em alerta, para utilizarmos de maneira correta. Ou seja que o uso não se torne algo vicioso, Mas que seja um instrumento de transformação para esta geração educada no digital
    O fascinante e criar novos caminhos que expande a capacidade de pensar, assim irá multiplica as possibilidades intelectual do individuo.

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  4. Simone Bernardes RGM:486924 de outubro de 2013 04:43

    A ameaça de extinção da palavra escrita pode vir destruir muitas habilidades que o ser humano é capaz de adquirir, mas a era digital não acabará com a escrita, pois todas as pessoas são diferentes e suas escolhas também, muitas pessoas vão aderir a digitação ao invés de escrever no papel e é provável que isso aconteça com maior frequência a cada dia que passa, mas acredito que isso deva ser uma opção a mais de aprendizagem e não a única, até porque hoje você pode ler um livro impresso, digital ou ouvir o audiobook, e mesmo com o surgimento de novas fontes não se deixou de existir.

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  5. Regina dos Anjos Rgm:517025 de outubro de 2013 15:15

    A tecnologia é algo que está inserida na sociedade e que apresenta seus valores sendo muitos útil ao homem. Entretanto imaginar que a escrita cursiva poderá ceder espaço para a digitação de textos em computadores é assustador, isso porque cada ato apresenta uma função específica de maneira que deveriam ser aprendidos conjuntamente.

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  6. muita tecnologia, acaba deixando de lado uma leitura de um livro ou outro instrumento de leitura, porém cabe ao cidadão a noção que a tecnologia torna-se fácil a agilidade, mas não pode-se esquecer e viver em função dela existem outros meios e fontes de pesquisa.
    tudo mudo mais devemos sempre lembrar uma boa leitura não se troca por nada.
    Dayzunai C.R de Almeida 6º pedagogia.

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  7. a tecnologia implica no bom resultado do bom leitor.
    concordo com as opiniões acima.
    Aurea Bela do Nascimento 6ºpedagogia

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  8. Aline Almeida RGM 486828 de novembro de 2013 17:15

    Eu acredito que era digital tem muita força porque a sociedade de hoje cresce num mundo digital, mas acredito também que não vai excluir o que já existe, pois quem não gosta de um bom livro, o cheiro de livro? coisa que o digital não pode proporcionar ao leitor, não vejo a era digital como ameaça e sim como um facilitador já que a grande maioria tem bem mais acesso a internet do que a uma livraria.

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  9. A tecnologia faz parte do dia a dia, quase tudo que necessitamos elas nos oferece de forma rápida, pratica e simples, as pessoas vem se influenciando com a comodidade que a mesma nos proporciona, deixando o mundo e real e vivendo apenas no virtual, coisa que não é saudável, cabe a cada um que a utiliza ter a consciência de seus próprios hábitos.

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