sexta-feira, 23 de agosto de 2013

ATIVIDADE DO 6º SEMESTRE DE LETRAS - 23/08/13

MANIFESTO DOS PLANETÁRIOS


AUTO-RETRATO DOS PLANETÁRIOS

Aqui estamos. Nós. Os planetários. Conduzimos os mesmos veículos, tomamos os mesmos aviões, utilizamos os mesmos hotéis, temos as mesmas casas, as mesmas televisões, os mesmos telefones, os mesmos computadores, os mesmos cartões de crédito. Informamo-nos na câmara de eco dos meios de comunicação mundializados. Navegamos na Internet. Temos o nosso site. Participamos na silenciosa explosão do hipercórtex infinitamente reticulado do World Wide Web. ouvimos músicas de todos os cantos do mundo: raï, rap, reggae, samba, jazz, pop, sons da África e da Índia, do Brasil ou das Antilhas, música céltica e música árabe, estúdios de Nashville ou de Bristol...Dançamos como loucos ao ritmo da techno mundial em rave parties sob a luz zebrada de idênticos raios estroboscópicos. Lemos os nossos livros e os nossos jornais na grande biblioteca mundial unificada de Babel. Misturados com turistas, visitamos museus cujas coleções cruzam as culturas. As grandes exposições de que gostamos giram em torno do planeta como se a arte fosse um novo satélite da Terra. Estamos todos interessados nas mesmas coisas: todas as coisas. Nada do que é humano nos é estranho.

Nós, os planetários, consumimos no mercado mundial. Comemos à mesa universal, baunilha e kiwi, coentros e chocolate, cozinha chinesa e cozinha indiana. Quando alguns rabugentos querem polarizar o nosso olhar sobre a distribuição de hamburguers de má qualidade ou de bebidas gasosas com açúcar, preferimos apreciar o alargamento do leque de possibilidades: poderíamos provar tantos frutos diferentes, tantas especiarias, tantos vinhos e licores há cinquenta anos, há cem anos?

Assistimos (e organizamos) colóquios internacionais, uma instituição rara e reservada a uns poucos há ainda cinquenta anos, mas que se torna hoje um desporto massificado. Acontece que a nossa reputação ultrapassa as fronteiras do país em que nascemos. Somos traduzidos em várias línguas, ou então não temos necessidade de ser traduzidos porque trabalhamos nas artes visuais, na música, na moda, no desporto. O nosso talento é reconhecido por toda a parte. E pouco importa que este talento seja acolhido num país ou noutro. Queremos simplesmente que ele desabroche.

Pouco a pouco, sem que nós nos tenhamos dado conta disso de imediato, o mundo chegou à nossa mão e fizemos dele o nosso campo de ação. A envergadura dos nossos atos aumentou até atingir as margens diante de nós. Temos clientes, parceiros e amigos por todos o lado. De súbito, aprendemos progressivamente a maneira de nos dirigirmos a toda a gente, a todo o mundo. Os nossos compatriotas estão por toda a Terra. Começamos a constituir a sociedade civil mundial.

Somos cada vez mais numerosos. Trabalhamos numa empresa multinacional ou transnacional, na diplomacia, na tecnologia de ponta, na investigação científica, nos meios de comunicação, na publicidade. Somos artistas, escritores, cineastas, músicos, professores, funcionários, internacionais, futebolistas, alpinistas, navegadores solitários, comerciantes, hospedeiras do ar, consultores, acionistas, militantes de associações internacionais. Cotidianamente, para o melhor e para o pior, para compreender ou para sobreviver, para os amores ou para os negócios, em número cada vez maior, temos de olhar, comunicar e talvez agir para lá das fronteiras. Somos a primeira geração de pessoas que existe à escala do globo. Homens e mulheres políticos, drogados, manequins, gente de negócios, prostitutos, terroristas, vítimas de catástrofes televisivas, cozinheiros, consumidores, telespectadores, internautas, imigrados, turistas: somos a primeira geração global.

Nenhuma geração alguma vez viajou tanto como a nossa, tanto para o trabalho como para o prazer. O turismo tornou-se a maior indústria mundial. Nunca emigramos tanto como hoje, quer sejamos pobres atraídos pelo trabalho, quer sejamos ricos em busca de melhores condições fiscais ou de uma remuneração mais justa da nossa competência. Inversamente, nunca alimentamos, acolhemos, integramos, assimilamos e educamos tantos estrangeiros.

Já não somos sedentários, somos móveis. Também não somos nômades, porque os nômades não tinham campos nem cidades. Móveis: que passam de uma cidade para outra, de um bairro para outro da megalópole mundial. Vivemos em cidades ou metrópoles em relação umas com as outras, que serão (que já são) as nossas verdadeiras unidades de vida, muito mais que são como navios no alto mar, conectados a todas as redes.

Somos budistas americanos, informáticos indianos, ecologistas árabes, pianistas japoneses, médicos sem fronteiras. Como estudantes, para aprender por toda a parte, circulamos cada vez mais em torno do globo. Vamos onde podemos ser úteis. Graças a Internet, damos a conhecer o que temos a oferecer à escala do planeta. Como produtores de vinho ou de queijo, instalamos um sistema de venda popr correspondência na Web. A nossa geração está a inventar o mundo, o primeiro mundo verdadeiramente mundial.

Já não nos agarramos a um ofício, a uma nação ou a qualquer identidade. Mudamos de regime alimentar, de profissão, de religião. Saltamos de uma existência para outra, inventamos continuamente a nossa atividade e a nossa vida. Somos instáveis, tanto na nossa vida familiar como na nossa vida profissional. Casamo-nos com pessoas de outras culturas e de outros cultos. Não somos infiéis, somos móveis.

A nossa identidade é cada vez mais problemática. Empregado? Patrão? Trabalhador autônomo? Pai? Filho? Amigo? Amante? Marido? Mulher? Homem? Nada é simples. Cada vez mais, tudo tem de ser inventado. Não temos modelos. Somos os primeiros a entrar num espaço completamente novo. Entramos no futuro que inventamos calcorreando o planeta.

PIERRE LÈVY



Agora discuta com seus colegas sobre as afirmações do filósofo quanto ao uso das tecnologias na vida moderna. Comente sobre as diferenças entre o passado, o presente e o futuro com tecnologias. Considere os pontos positivos e negativos da revolução tecnológica que vivenciamos.

Lembre-se: o que há de mais importante em um blog é sua característica democrática de abrir espaço para os diferentes pontos de vista de seus usuários. Trave conversas edificantes com seus colegas, assim todos nós construiremos nosso conhecimento de forma colaborativa!! 

Comente quantas vezes quiser. Bom trabalho!!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

E-BOOKS PRODUZIDOS PELAS ALUNAS DO 3º PEDAGOGIA NOTURNO - UNISUZ

É COM ENORME ORGULHO QUE VENHO PUBLICAR MAIS UMA LEVA DE E-BOOKS PRODUZIDOS PELA TURMA DA PEDAGOGIA DO PERÍODO NOTURNO NA UNISUZ.
PARABENIZO A TODAS PEDAGOGAS PELO TRABALHO MARAVILHOSO  A FAVOR DA LEITURA. SUCESSO, MENINAS!!


BUBLE GUPPIES


A JOANINHA MARROM


AJUDANDO O PLANETA


A RECICLAGEM


SNOOP E SEUS AMIGOS


SAÚDE NA ESCOLA


UMA HISTÓRIA DE AMOR E CONFLITOS


HÁBITOS DE HIGIENE


O ALFABETO DOS ANIMAIS


ZÉ MÁFORO EM: DICAS DE TRÂNSITO

A METAMORFOSE DA BORBOLETA


PINGUINHO FELIZ EM: ECONOMIZANDO ÁGUA


O MENINO PEDRO E A PALAVRA BULLYING


ÁLVARO E A ALIMENTAÇÃO

segunda-feira, 3 de junho de 2013

E-BOOKS ELABORADOS PELA TURMA DO 3º PEDAGOGIA MATUTINO - UNISUZ

É com enorme orgulho que venho divulgar os trabalhos realizados por minhas alunas do 3º de Pedagogia matutino da Unisuz. Estes livrinhos eletrônicos, também conhecidos como E-BOOKS, foram elaborados pelas pedagogas, com muita criatividade e carinho, que todos sempre dedicam à área da Educação. 

Leiam, divirtam-se e divulguem as oportunidades de leitura a todas as pessoas ao seu redor! 


JUCA E A COLETA SELETIVA



A PRINCESINHA FEDIDA



A MENINA E O CACHORRINHO PERDIDO

A NUVENZINHA NEGRA

A AMIZADE

COISINHAS À TOA QUE ME DEIXAM FELIZ

O PRIMEIRO DIA DE AULA DE SARA

O VALOR DA FAMÍLIA

LA ENVIDIA DE CEBRITA

A INVEJA DA ZEBRINHA


JULIANA


ZEZÉ, O PEIXINHO CURIOSO

A MINHOCA DORMINHOCA


A BORBOLETA SEM COR

quinta-feira, 7 de março de 2013

3º PEDAGOGIA - ATIVIDADE DE COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS


SERES HUMANOS E SUAS TECNOLOGIAS NO TEMPO E NO ESPAÇO

DESDE NOSSO PRIMEIRO ENCONTRO, TEMOS DISCUTIDO SOBRE AS RELAÇÕES DOS SERES HUMANOS COM AS TECNOLOGIAS QUE ELE MESMO CRIA, SOBRE O IMPACTO DELAS NA VIDA COTIDIANA, O QUE AUTOMATICAMENTE INCLUI NESTE ROL A REFLEXÃO SOBRE AS CONSEQUÊNCIAS INERENTES A SEU USO .

TRATA-SE DE UM ASSUNTO POLÊMICO, DE UM DEBATE NECESSÁRIO E RELEVANTE, DESDE QUE SE LEVE EM CONTA QUE PARA PENSAR NO PRESENTE E NO FUTURO, PRECISAMOS VISITAR E REVER NOSSO PASSADO SÓCIO-HISTÓRICO.

NO FRAGMENTO A SEGUIR, VOCÊ CONHECERÁ UM POUCO SOBRE O PENSAMENTO DO FILÓSOFO EDGAR MORIN QUANTO ÀS INCERTEZAS HISTÓRICAS QUE O FUTURO NOS RESERVA.

APÓS A LEITURA DO TEXTO, DISCUTA COM SEUS COLEGAS SOBRE A IMPORTÂNCIA DE CONHECER FATOS HISTÓRICOS E REFLETIR SOBRE NOSSO PASSADO, PRESENTE E FUTURO. INCLUA EM SEU DEBATE TUDO QUE VOCÊ PENSOU OU SENTIU AO SE DAR CONTA DE QUE O FUTURO É "COMPLETAMENTE" IMPREVISÍVEL E DIFICILMENTE CONTROLÁVEL. 


OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO 

EDGAR MORIN



            Ainda não incorporamos a mensagem de Eurípedes, que é a de estarmos prontos para o inesperado. O fim do século XX foi propício, entretanto, para compreender a incerteza irremediável da história humana.

            Os séculos precedentes sempre acreditaram em um futuro, fosse ele repetitivo ou progressivo. O século XX descobriu a perda do futuro, ou seja, sua imprevisibilidade. Esta tomada de consciência deve ser acompanhada por outra, retroativa e correlativa: a de que a história humana foi e continua a ser uma aventura desconhecida. Grande conquista da inteligência seria poder enfim se libertar da ilusão de prever o destino humano. 

            O futuro permanece aberto e imprevisível. Com certeza, existem determinantes econômicas, sociológicas e outras ao longo da história, mas estas encontram-se em relação instável e incerta com acidentes e imprevistos numerosos, que fazem bifurcar ou desviar seu curso.
          
         As civilizações tradicionais viviam na certeza de um tempo cíclico, cujo funcionamento devia ser assegurado por sacrifícios às vezes humanos. A civilização moderna viveu com a certeza do progresso histórico. A tomada de consciência da incerteza histórica acontece hoje com a destruição do mito do progresso. O progresso é certamente possível, mas é incerto.


A INCERTEZA HISTÓRICA

            Quem teria pensado, na primavera de 1914, que um atentado cometido em Sarajevo desencadearia a guerra mundial que duraria quatro anos e que faria milhões de vítimas?
            Quem teria pensado, em 1916, que o exército russo se desagregaria e que um pequeno partido marxista, marginal, provocaria, contrariamente à própria doutrina, a revolução comunista em outubro de 1917?
            Quem teria pensado, em 1918, que o tratado de paz assinado trazia em si os germes da Segunda Guerra Mundial, que arrebentaria em 1939?
            Quem teria pensado, na prosperidade de 1927, que uma catástrofe econômica, iniciada em 1929, em Wall Street, se abateria sobre o planeta?
            Quem teria pensado, em 1930, que Hitler chegaria legalmente ao poder em 1933?
            Quem teria pensado, em 1940-41, afora alguns irrealistas, que o formidável domínio nazista sobre a Europa, após os impressionantes progressos da Wehrmacht na URSS até as portas de Leningrado e Moscou, seria acompanhado em 1942 pela reviravolta total da situação?
            Quem teria pensado, em 1943, durante plena aliança entre soviéticos e ocidentais, que a guerra fria se manifestaria três anos mais tarde entre estes mesmos aliados?
            Quem teria pensado, em 1980, afora alguns iluminados, que o Império Soviético implodiria em 1989?
            Quem teria imaginado, em 1989, a Guerra do Golfo e a guerra que esfacelaria a Iugoslávia?
            Quem, em janeiro de 1999, teria sonhado com os ataques aéreos sobre a Sérvia, em março de 1999, e no momento em que estas linhas são escritas, pode medir suas consequências?
            Ninguém pode responder a estas questões no momento da escrita destas linhas, que , talvez, ficarão ainda sem resposta durante o século XXI. Como dizia Patocka: 'O devenir é doravante problematizado e o será para sempre.' O futuro chama-se incerteza.


UM MUNDO INCERTO

            A aventura incerta da humanidade não faz mais do que dar prosseguimento, em sua esfera, à aventura incerta do cosmo, nascida de um acidente impensável para nós, e que continua no devenir de criações e destruições.

            Aprendemos, no final do século XX que, à visão do universo obediente a uma ordem impecável, é preciso substituir a visão na qual este universo é o jogo e o risco da dialógica/dialética (relação ao mesmo tempo antagônica, concorrente e complementar) entre a ordem, a desordem e a organização.

            A Terra,  provavelmente, em sua origem – um monte de detritos cósmicos oriundos de uma explosão solar - , ela própria se auto-organizou na dialógica entre ordem/desordem/organização e sofreu não apenas erupções e terremotos, mas também o choque violento de aerólitos, dos quais um talvez tenha provocado o desprendimento da Lua.


            ENFRENTAR AS INCERTEZAS

            Nova consciência começa a surgir: o homem, confrontado de todos os lados pelas incertezas, é levado em nova aventura. É preciso aprender a enfrentar a incerteza, já que vivemos em uma época de mudanças em que os valores são ambivalentes, em que tudo é ligado. É por isso que a educação do futuro deve se voltar para as incertezas ligadas ao conhecimento.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


MANIFESTO DOS PLANETÁRIOS


AUTO-RETRATO DOS PLANETÁRIOS

Aqui estamos. Nós. Os planetários. Conduzimos os mesmos veículos, tomamos os mesmos aviões, utilizamos os mesmos hotéis, temos as mesmas casas, as mesmas televisões, os mesmos telefones, os mesmos computadores, os mesmos cartões de crédito. Informamo-nos na câmara de eco dos meios de comunicação mundializados. Navegamos na Internet. Temos o nosso site. Participamos na silenciosa explosão do hipercórtex infinitamente reticulado do World Wide Web. ouvimos músicas de todos os cantos do mundo: raï, rap, reggae, samba, jazz, pop, sons da África e da Índia, do Brasil ou das Antilhas, música céltica e música árabe, estúdios de Nashville ou de Bristol...Dançamos como loucos ao ritmo da techno mundial em rave parties sob a luz zebrada de idênticos raios estroboscópicos. Lemos os nossos livros e os nossos jornais na grande biblioteca mundial unificada de Babel. Misturados com turistas, visitamos museus cujas coleções cruzam as culturas. As grandes exposições de que gostamos giram em torno do planeta como se a arte fosse um novo satélite da Terra. Estamos todos interessados nas mesmas coisas: todas as coisas. Nada do que é humano nos é estranho.

Nós, os planetários, consumimos no mercado mundial. Comemos à mesa universal, baunilha e kiwi, coentros e chocolate, cozinha chinesa e cozinha indiana. Quando alguns rabugentos querem polarizar o nosso olhar sobre a distribuição de hamburguers de má qualidade ou de bebidas gasosas com açúcar, preferimos apreciar o alargamento do leque de possibilidades: poderíamos provar tantos frutos diferentes, tantas especiarias, tantos vinhos e licores há cinquenta anos, há cem anos?

Assistimos (e organizamos) colóquios internacionais, uma instituição rara e reservada a uns poucos há ainda cinquenta anos, mas que se torna hoje um desporto massificado. Acontece que a nossa reputação ultrapassa as fronteiras do país em que nascemos. Somos traduzidos em várias línguas, ou então não temos necessidade de ser traduzidos porque trabalhamos nas artes visuais, na música, na moda, no desporto. O nosso talento é reconhecido por toda a parte. E pouco importa que este talento seja acolhido num país ou noutro. Queremos simplesmente que ele desabroche.

Pouco a pouco, sem que nós nos tenhamos dado conta disso de imediato, o mundo chegou à nossa mão e fizemos dele o nosso campo de ação. A envergadura dos nossos atos aumentou até atingir as margens diante de nós. Temos clientes, parceiros e amigos por todos o lado. De súbito, aprendemos progressivamente a maneira de nos dirigirmos a toda a gente, a todo o mundo. Os nossos compatriotas estão por toda a Terra. Começamos a constituir a sociedade civil mundial.

Somos cada vez mais numerosos. Trabalhamos numa empresa multinacional ou transnacional, na diplomacia, na tecnologia de ponta, na investigação científica, nos meios de comunicação, na publicidade. Somos artistas, escritores, cineastas, músicos, professores, funcionários, internacionais, futebolistas, alpinistas, navegadores solitários, comerciantes, hospedeiras do ar, consultores, acionistas, militantes de associações internacionais. Cotidianamente, para o melhor e para o pior, para compreender ou para sobreviver, para os amores ou para os negócios, em número cada vez maior, temos de olhar, comunicar e talvez agir para lá das fronteiras. Somos a primeira geração de pessoas que existe à escala do globo. Homens e mulheres políticos, drogados, manequins, gente de negócios, prostitutos, terroristas, vítimas de catástrofes televisivas, cozinheiros, consumidores, telespectadores, internautas, imigrados, turistas: somos a primeira geração global.

Nenhuma geração alguma vez viajou tanto como a nossa, tanto para o trabalho como para o prazer. O turismo tornou-se a maior indústria mundial. Nunca emigramos tanto como hoje, quer sejamos pobres atraídos pelo trabalho, quer sejamos ricos em busca de melhores condições fiscais ou de uma remuneração mais justa da nossa competência. Inversamente, nunca alimentamos, acolhemos, integramos, assimilamos e educamos tantos estrangeiros.

Já não somos sedentários, somos móveis. Também não somos nômades, porque os nômades não tinham campos nem cidades. Móveis: que passam de uma cidade para outra, de um bairro para outro da megalópole mundial. Vivemos em cidades ou metrópoles em relação umas com as outras, que serão (que já são) as nossas verdadeiras unidades de vida, muito mais que são como navios no alto mar, conectados a todas as redes.

Somos budistas americanos, informáticos indianos, ecologistas árabes, pianistas japoneses, médicos sem fronteiras. Como estudantes, para aprender por toda a parte, circulamos cada vez mais em torno do globo. Vamos onde podemos ser úteis. Graças a Internet, damos a conhecer o que temos a oferecer à escala do planeta. Como produtores de vinho ou de queijo, instalamos um sistema de venda popr correspondência na Web. A nossa geração está a inventar o mundo, o primeiro mundo verdadeiramente mundial.

Já não nos agarramos a um ofício, a uma nação ou a qualquer identidade. Mudamos de regime alimentar, de profissão, de religião. Saltamos de uma existência para outra, inventamos continuamente a nossa atividade e a nossa vida. Somos instáveis, tanto na nossa vida familiar como na nossa vida profissional. Casamo-nos com pessoas de outras culturas e de outros cultos. Não somos infiéis, somos móveis.

A nossa identidade é cada vez mais problemática. Empregado? Patrão? Trabalhador autônomo? Pai? Filho? Amigo? Amante? Marido? Mulher? Homem? Nada é simples. Cada vez mais, tudo tem de ser inventado. Não temos modelos. Somos os primeiros a entrar num espaço completamente novo. Entramos no futuro que inventamos calcorreando o planeta.

PIERRE LÈVY



Agora discuta com seus colegas sobre as afirmações do filósofo quanto ao uso das tecnologias na vida moderna. Comente sobre as diferenças entre o passado, o presente e o futuro com tecnologias. Considere os pontos positivos e negativos da revolução tecnológica que vivenciamos.

Lembre-se: o que há de mais importante em um blog é sua característica democrática de abrir espaço para os diferentes pontos de vista de seus usuários. Trave conversas edificantes com seus colegas, assim todos nós construiremos nosso conhecimento de forma colaborativa!! 

Comente quantas vezes quiser. Bom trabalho!!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ATIVIDADE DO 4º SEMESTRE DE LETRAS - ESCRITORES DA LIBERDADE

DIÁRIO DOS ESCRITORES DA LIBERDADE

       NO INÍCIO DESTE SEMESTRE, INICIAMOS NOSSAS ATIVIDADES ACADÊMICAS DEFININDO QUAIS SERIAM NOSSOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO. UM DELES ERA UM TRABALHO DE REFLEXÃO SOBRE UM FILME QUE VERÍAMOS NO FINAL DO SEMESTRE. OUTRA ATIVIDADE PROPOSTA FOI A ESCRITA SEMANAL DE UM BREVE DIÁRIO QUE CADA ALUNO DEVERIA ESCREVER, REGISTRANDO SUAS IMPRESSÕES E REFLEXÕES SOBRE SUA APRENDIZAGEM NO CURSO DE LETRAS. A IDEIA DOS DIÁRIOS FOI INSPIRADA NO FILME "ESCRITORES DA LIBERDADE". PORTANTO, AGORA FAREMOS DUAS TAREFAS NUMA SÓ!

       VEJA O TRAILER DO FILME PARA RECORDAR ALGUMAS CENAS MARCANTES E REGISTRE NO ESPAÇO DE COMENTÁRIOS ABAIXO:

1. Uma breve análise sobre questões pedagógicas e metodológicas apresentadas no filme sobre a professora, a escola, os alunos, as aulas em geral.

2. Faça um resumo dos seus diários escritos ao longo do semestre, destacando os pontos mais relevantes para sua formação pedagógica e acadêmica.





sexta-feira, 19 de outubro de 2012

ATIVIDADE DO 6º SEM. LETRAS



MANIFESTO DOS PLANETÁRIOS

AUTO-RETRATO DOS PLANETÁRIOS

Aqui estamos. Nós. Os planetários. Conduzimos os mesmos veículos, tomamos os mesmos aviões, utilizamos os mesmos hotéis, temos as mesmas casas, as mesmas televisões, os mesmos telefones, os mesmos computadores, os mesmos cartões de crédito. Informamo-nos na câmara de eco dos meios de comunicação mundializados. Navegamos na Internet. Temos o nosso site. Participamos na silenciosa explosão do hipercórtex infinitamente reticulado do World Wide Web. ouvimos músicas de todos os cantos do mundo: raï, rap, reggae, samba, jazz, pop, sons da África e da Índia, do Brasil ou das Antilhas, música céltica e música árabe, estúdios de Nashville ou de Bristol...Dançamos como loucos ao ritmo da techno mundial em rave parties sob a luz zebrada de idênticos raios estroboscópicos. Lemos os nossos livros e os nossos jornais na grande biblioteca mundial unificada de Babel. Misturados com turistas, visitamos museus cujas coleções cruzam as culturas. As grandes exposições de que gostamos giram em torno do planeta como se a arte fosse um novo satélite da Terra. Estamos todos interessados nas mesmas coisas: todas as coisas. Nada do que é humano nos é estranho.

Nós, os planetários, consumimos no mercado mundial. Comemos à mesa universal, baunilha e kiwi, coentros e chocolate, cozinha chinesa e cozinha indiana. Quando alguns rabugentos querem polarizar o nosso olhar sobre a distribuição de hamburguers de má qualidade ou de bebidas gasosas com açúcar, preferimos apreciar o alargamento do leque de possibilidades: poderíamos provar tantos frutos diferentes, tantas especiarias, tantos vinhos e licores há cinquenta anos, há cem anos?

Assistimos (e organizamos) colóquios internacionais, uma instituição rara e reservada a uns poucos há ainda cinquenta anos, mas que se torna hoje um desporto massificado. Acontece que a nossa reputação ultrapassa as fronteiras do país em que nascemos. Somos traduzidos em várias línguas, ou então não temos necessidade de ser traduzidos porque trabalhamos nas artes visuais, na música, na moda, no desporto. O nosso talento é reconhecido por toda a parte. E pouco importa que este talento seja acolhido num país ou noutro. Queremos simplesmente que ele desabroche.

Pouco a pouco, sem que nós nos tenhamos dado conta disso de imediato, o mundo chegou à nossa mão e fizemos dele o nosso campo de ação. A envergadura dos nossos atos aumentou até atingir as margens diante de nós. Temos clientes, parceiros e amigos por todos o lado. De súbito, aprendemos progressivamente a maneira de nos dirigirmos a toda a gente, a todo o mundo. Os nossos compatriotas estão por toda a Terra. Começamos a constituir a sociedade civil mundial.

Somos cada vez mais numerosos. Trabalhamos numa empresa multinacional ou transnacional, na diplomacia, na tecnologia de ponta, na investigação científica, nos meios de comunicação, na publicidade. Somos artistas, escritores, cineastas, músicos, professores, funcionários, internacionais, futebolistas, alpinistas, navegadores solitários, comerciantes, hospedeiras do ar, consultores, acionistas, militantes de associações internacionais. Cotidianamente, para o melhor e para o pior, para compreender ou para sobreviver, para os amores ou para os negócios, em número cada vez maior, temos de olhar, comunicar e talvez agir para lá das fronteiras. Somos a primeira geração de pessoas que existe à escala do globo. Homens e mulheres políticos, drogados, manequins, gente de negócios, prostitutos, terroristas, vítimas de catástrofes televisivas, cozinheiros, consumidores, telespectadores, internautas, imigrados, turistas: somos a primeira geração global.

Nenhuma geração alguma vez viajou tanto como a nossa, tanto para o trabalho como para o prazer. O turismo tornou-se a maior indústria mundial. Nunca emigramos tanto como hoje, quer sejamos pobres atraídos pelo trabalho, quer sejamos ricos em busca de melhores condições fiscais ou de uma remuneração mais justa da nossa competência. Inversamente, nunca alimentamos, acolhemos, integramos, assimilamos e educamos tantos estrangeiros.

Já não somos sedentários, somos móveis. Também não somos nômades, porque os nômades não tinham campos nem cidades. Móveis: que passam de uma cidade para outra, de um bairro para outro da megalópole mundial. Vivemos em cidades ou metrópoles em relação umas com as outras, que serão (que já são) as nossas verdadeiras unidades de vida, muito mais que são como navios no alto mar, conectados a todas as redes.

Somos budistas americanos, informáticos indianos, ecologistas árabes, pianistas japoneses, médicos sem fronteiras. Como estudantes, para aprender por toda a parte, circulamos cada vez mais em torno do globo. Vamos onde podemos ser úteis. Graças a Internet, damos a conhecer o que temos a oferecer à escala do planeta. Como produtores de vinho ou de queijo, instalamos um sistema de venda popr correspondência na Web. A nossa geração está a inventar o mundo, o primeiro mundo verdadeiramente mundial.

Já não nos agarramos a um ofício, a uma nação ou a qualquer identidade. Mudamos de regime alimentar, de profissão, de religião. Saltamos de uma existência para outra, inventamos continuamente a nossa atividade e a nossa vida. Somos instáveis, tanto na nossa vida familiar como na nossa vida profissional. Casamo-nos com pessoas de outras culturas e de outros cultos. Não somos infiéis, somos móveis.

A nossa identidade é cada vez mais problemática. Empregado? Patrão? Trabalhador autônomo? Pai? Filho? Amigo? Amante? Marido? Mulher? Homem? Nada é simples. Cada vez mais, tudo tem de ser inventado. Não temos modelos. Somos os primeiros a entrar num espaço completamente novo. Entramos no futuro que inventamos calcorreando o planeta.

PIERRE LÈVY


Agora discuta com seus colegas sobre as afirmações do filósofo quanto ao uso das tecnologias na vida moderna. Considere os pontos positivos e negativos da revolução tecnológica que vivenciamos.

Lembre-se: o que há de mais importante em um blog é sua característica democrática Lde abrir espaço para os diferentes pontos de vista de seus usuários. Trave conversas edificantes com seus colegas, assim todos nós construiremos nosso conhecimento de forma colaborativa!! Comente quantas vezes quiser. Bom trabalho!!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

E ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE...NOVOS BLOGS NO CIBERESPAÇO!!

É com imenso orgulho que convido a todos para visitar os links abaixo, cada um levará o visitante ciberespacial a uma viagem diferente às várias possibilidades que o mundo da Educação nos apresenta!!

Cada um destes blogs foi criado pelas alunas e alunos do 3º semestre do curso de Pedagogia da FACULDADE UNIDA DE SUZANO - UNISUZ. 

Todos se empenharam muito durante semanas para que obtivéssemos esses resultados fantásticos!!
A democratização da Educação e da Tecnologia só se concretizará a partir do momento em que Professores e Alunos passarem a integrar esse meio, não só como usuários da máquina, mas como construtores de novas realidades, transformando a história!!!


http://legalaprender.blogspot.com

http://cuidadoscomahigiene.blogspot.com
 
http://doremiomundodamusica.blogspot.com

http://defensoras-maenatureza.blogspot.com.br

http://eusoulimpinho.blogspot.com.

http://brincadeirasantigas2012.blogspot.com

http://brincandocomletras2012.blogspot.com

http://vamosbrincarcomosnumeros.blogspot.com

http://adivinheoquee.blogspot.com


http://supereducadorasdofuturo.blogspot.com

http://bemestar23.blogspot.com

http://na-casaverde.blogspot.com


http://coletaseletivaunisuz.blogspot.com

http://crisneiasa.blogspot.com.br

http://perigosparacriancasnainternet.blogspot.com.br/

http://criancaseocorpohumano.blogspot.com.br/

quinta-feira, 3 de maio de 2012

VIAJAR É A SOBREMESA DA VIDA, MEU AMIGO TIAGO DE MOURA!!!

As palavras...

...não há nada mais definitivo, mais documental do que usar as palavras para registrar nossos pensamentos e compartilhar alvíssaras!!!

Hoje este blog presta uma homenagem a um de seus maiores colaboradores, que está partindo para a maior aventura de sua vida, mas apenas a primeira de muitas.

Professor Tiago de Moura!!

Já inicio meu texto registrando como sou uma pessoa de sorte, afinal, tive nestes últimos dois anos como assistente um de meus melhores amigos. Este fato torna nosso trabalho melhor e, dialeticamente, o trabalho aprimora as amizades verdadeiras.

Desde que iniciei minhas aulas com sua turma, o Tiago, ainda um aluno de Letras, no 2º semestre,  sempre conservou uma de suas mais valiosas qualidades, quiçá, arriscaria eu dizer,  sua essência: HUMILDADE. 

Participava das aulas do curso, sempre atento e vigilante, esforçado para sanar suas dificuldades e apoiando os amigos quando tinha maiores facilidades em alguma disciplina. 

Aos poucos o artista foi se revelando, em todos os eventos do curso, tocando violão, abrilhantando os momentos artísticos e poéticos de nosso universo letrado, graças a Deus, não totalmente acadêmico, muito mais poético e revolucionário, híbrido, indisciplinado.

No último ano do curso, eis que chega a disciplina que revelaria o Professor Universitário Tiago de Moura: LINGUAGEM E TECNOLOGIAS. Tenho um imenso orgulho de dizer que, como em Avatar, eu "vi" o Professor Tiago.

Durante as aulas no laboratório de informática, sem obrigação nenhuma, apenas por solidariedade, outra de suas grandes qualidades, quando eu menos esperava, estava lá meu colega de trabalho, deixando de ser aluno, forjando-se em meio a sua humildade e fome de aprender, auxiliando seus amigos nas tarefas virtuais, além de me ensinar muito sobre hardware e otras cositas más que perpassam a vida de nós, habitantes do Ciberespaço.

Ali já tive certeza de que algo muito grande estava reservado para você, Tiago!! Como diz o heterônimo Ricardo Reis: "Em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive."

Desde então, contei com a sorte imensurável de ter seu apoio técnico quando as máquinas, servidor e todas as outras habituais "zicas do pântano" nos traziam probleminhas técnicos e praticamente impossibilitavam nosso trabalho. Aprendi muito sobre as máquinas e também, sobre como manter a calma quando tudo parece desabar sobre nossa cabeça, quando uma chuva de canivetes, monitores, mouses e teclados está prestes a cair sobre nós. Auto-controle, equilíbrio, sensatez, tudo isso fez parte desses últimos dois anos de convívio, amizade e aprendizado, e não há palavras para agradecê-lo por isso.

A atenção e educação "britânicas" dispensadas aos nossos alunos, a busca por solucionar os problemas educacionais com extrema dedicação, praticidade e profissionalismo já estavam te direcionando para  as terras da rainha e você nem estava percebendo, a Inglaterra já queria você, agora, ela mandou te buscar para brilhar por lá, para levar lições de cordialidade, humildade e amizade para o hemisfério norte!!

Desejo de todo coração, com toda a sincera amizade que temos, que Deus abençoe e acompanhe cada passo seu em Londres e por toda a Europa, que em cada pedacinho de chão que você pise por lá, vidas se iluminem junto à sua vida. 

Viva cada momento intensamente, corra riscos saudáveis, entregue-se à aventura da vida, sem medo de ser feliz!!! Speak English a loooooooooooooooot and come back very soon, but just to have a new visa to go to the next trips!!! 

Muitíssimo obrigada por tudo, amigo Tiago de Moura. E, assim como minha mãe fez por mim antes de meu embarque para viver no Canadá, faço o mesmo por você, te passando a PRECE PELA BOA VIAGEM!!

Ó Deus, eu te agradeço pela oportunidade de viajar.
Creio em tua onipresença, porque és luz que orienta todos os destinos pelas estradas da vida. 
Por isso, peço-te segurança durante o percurso. 
Guia todos os passageiros e protege-nos dos perigos ou em alguma emergência.
Preserva nossas vidas, Senhor, para que possamos atingir nossas metas com alegria e tranquilidade. 
Enfim, permite-nos fazer uma boa viagem. Amém!

SALMO 120
O Senhor é o teu guarda, o teu vigia, é uma sombra protetora à tua direita. Não vai ferir-te o sol durante o dia, nem a lua através de toda a noite.
O Senhor te guardará de todo o mal, ele mesmo vai cuidar de tua vida! 
Deus te guarda na saída e na chegada. 
Ele te guarda desde agora e para sempre!
Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra!

BOA VIAGEM!!! 


E NÃO SE ESQUEÇA DE NÓS!!!

Turma do 3º B de Pedagogia - Unisuz

Turma do 3º B mais completa, rs.

Turma do 3º A - Pedagogia - Unisuz
Meus fiéis escudeiros! Rafael e Tiago! Amigos iluminados!!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

NOVA EDIÇÃO DA REVISTA INTERFACES ACABA DE SAIR DO FORNO!

Acaba de ser publicada a 3ª edição da REVISTA INTERFACES, compilação de artigos científicos oriundos de trabalhos de alunos, egressos, professores da Unisuz e também autores externos.

Segue o link para que todos possam conhecer nosso trabalho!

http://www.revistainterfaces.com.br/Edicoes/3/3.pdf